Massingir, Gaza, 09 de Julho – O Ministro da Agricultura, Ambiente e Pescas, Roberto Mito Albino, anunciou, esta quinta-feira, que o distrito de Massingir foi definido pelo Governo como um polo de desenvolvimento agrário e que, brevemente, passará a integrar a Zona Económica Especial do Limpopo, medida que visa impulsionar o investimento privado, aumentar a produção de alimentos e dinamizar o desenvolvimento económico da região.
O anúncio foi feito durante uma visita à empresa Massingir Valley Farm, no âmbito da missão de trabalho de dois dias que o governante efectua à província de Gaza para acompanhar as acções de recuperação da produção nas zonas afectadas pelas cheias. Na deslocação, Roberto Mito Albino faz-se acompanhar pelos Governadores das províncias de Gaza e de Maputo.
Na ocasião, o Ministro destacou que Massingir reúne condições naturais e infra-estruturais favoráveis para atrair investimentos de grande dimensão, perspectivando a instalação de novos empreendimentos agrícolas capazes de elevar a produção de alimentos em larga escala e fortalecer a participação dos pequenos produtores, através do acesso a insumos, mecanização agrícola e tecnologias modernas.
“É uma área que terá um regime especial de incentivos fiscais e outros benefícios para permitir que mais investidores se estabeleçam. Temos água proveniente da Barragem de Massingir e esta região apresenta a vantagem de estar situada numa área mais elevada, quando comparada com Chókwè e o Baixo Limpopo, sendo, por isso, menos susceptível à ocorrência de cheias”, afirmou o durigente.
O governante defendeu, igualmente, o reforço da participação do sector privado na transformação do sector agrário, sublinhando a necessidade de investimentos orientados para a produção em larga escala, com recurso a tecnologias modernas e insumos de qualidade.
“É necessário atrair o sector privado para investir de forma intensiva e produzir em larga escala, utilizando tecnologia de ponta e insumos de elevada qualidade, de modo a garantir maior produtividade e criar emprego para muitos moçambicanos”, concluiu.